Coordenadoria da Mulher lançará projeto inédito voltado ao público interno do TJ

Desde que assumiu a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar de MS, a juíza Helena Alice Machado Coelho estabeleceu um cronograma de trabalho e vem implantando medidas inovadoras para propagar informações que auxiliem mulheres vítimas de violência.

No primeiro mês de isolamento social adotado pelo Poder Judiciário para evitar a disseminação do coronavírus, quando se percebeu um aumento significativo no número de casos de mulheres vítimas de agressores em sua própria casa, a coordenadora realizou um estudo técnico e elaborou um mapa da violência.

Agora, a juíza deve lançar nos próximos dias o projeto IGUALDADE começa em CASA, objetivando contribuir com a formação inicial e continuada do público interno do Poder Judiciário de MS no que se refere ao combate e à prevenção a todas as formas de violência contra a mulher.

Helena explica que será realizada uma campanha interna de divulgação e sensibilização, visando a participação expressiva de servidores, magistrados e colaboradores. “Adotamos o termo "CASA" porque o Judiciário é a CASA DA JUSTIÇA e por entender que nosso trabalho é uma extensão de nossas casas, haja vista que a instituição contribui para nossa formação profissional e pessoal”, disse ela.

Importante destacar ainda que o projeto é resultado da pesquisa realizada no início do ano, quando a juíza assumiu a gestão da Coordenadoria da Mulher, para saber quais as perspectivas de magistrados e servidores, que contribuíram respondendo ao questionário da pesquisa.

De acordo com a coordenadora, o projeto será desenvolvido por meio de várias ações de caráter preventivo e informativo que incluem palestras, videoaulas, workshops, concurso de artigos e todas as atividades serão desenvolvidas pela equipe da Coordenadoria da Mulher do TJMS, por profissionais da área de reconhecimento local e nacional e grupos de atividades lúdicas.

“Nossa intenção é colaborar para o aprimoramento das estruturas e das políticas do Poder Judiciário na área do combate e da prevenção à violência contra as mulheres, além de propiciar conhecimento relativo aos direitos humanos, à igualdade de gênero, de raça, etnia e dos tipos de violência contra as mulheres”, disse ela.

A proposta abrange ainda apoiar juízes e servidores para a melhoria da prestação jurisdicional, criar um espaço de debate e reflexão continuado sobre a violência contra a mulher, envolver o público interno nas ações realizadas pela Coordenadoria da Mulher, cooperar para a efetivação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5), que trata da igualdade de gênero.

Saiba mais – Na prática, o ciclo de palestra abordará temas como violência de gênero contra as mulheres, tipos e ciclo da violência, atendimento humanizado, Lei Maria da Penha e outros que atendam a demanda.

As videoaulas serão realizadas no sistema EaD (ensino a distância) e disponibilizadas na plataforma da Escola Judicial (Ejud-MS), com a participação de profissionais de reconhecimento nacional e local, parceiros da Coordenadoria da Mulher.

O minicurso será presencial, com duração de três horas, abordando questões de gênero, Lei Maria da Penha, violência contra a mulher e suas idiossincrasias; e o cine debate terá como mediador um profissional da Coordenadoria da Mulher ao abordar assuntos pertinentes à violência de gênero contra as mulheres.

Os workshops e a roda de conversa abordarão a violência e suas interseccionalidades e terão a participação de grupo de atividades lúdicas; e o concurso para seleção de artigos científicos terá um projeto específico, com edital regulamentando a participação.

Além de outras atividades, de acesso remoto, como série de lives nas plataformas digitais e redes sociais do Poder Judiciário, serão elaborados novos projetos e ações relacionadas à temática de gênero que contemplem o público interno e externo.

A intenção é transmitir as ações para as comarcas do interior ou disponibilizar sua gravação.


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